Atraso no desenvolvimento nos anos finais: como analisar

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Real motivo do atraso no desenvolvimento de alunos dos anos finais do fundamental

Atraso no desenvolvimento nos anos finais precisa ser analisado com dados escolares, historico de oportunidades, barreiras de acesso e resposta a intervencao. A escola deve evitar conclusoes globais e transformar a queixa em objetivos observaveis de aprendizagem, autonomia e participacao.

O temido atraso no desenvolvimento já nos anos finais do ensino fundamental. Não é raro encontramos alunos com transtorno do espectro autista em graves situações de comunicação e desenvolvimento nos anos mais avançados da vida escolar.

Por que isso acontece?

Por que chega um aluno de 10, 13, 15 anos na escola com tanto atraso no desenvolvimento assim?

Muita das vezes não se comunica bem, não forma frases, não tem autonomia para realizar atividades de vida diária dentro das suas possibilidades, entre outros.

Esses alunos com atraso no desenvolvimento não acompanham o conteúdo do currículo escolar.

Isso porque o conteúdo do currículo escolar não é compatível com o atual nível de desenvolvimento do aluno.

O currículo precisa ser compatível com o atual estágio de desenvolvimento do aluno

Olha, vou contar uma coisa para você.

Lá nos Estados Unidos, um bebê de 9 meses, quando os pais, os médicos, já suspeitam que aquele bebê pode ter algum atraso na comunicação, sabe o que eles fazem?

Eles inserem a comunicação alternativa no cotidiano daquela criança. Isso mesmo.

Você vai me perguntar: mas comunicação alternativa tão jovem assim não pode atrapalhar a fala?

Não! Comunicação alternativa não atrapalha a fala, pelo contrário. Estimular o vocabulário, estimula a comunicação.

O que é trabalhar comunicação alternativa com um bebê de 9 meses?

Isso mesmo: estimulação precoce.

Já ouviu falar de estimulação precoce? Tem estimulação precoce aí na sua cidade?

Por que é importante isso? Porque é fato! O desenvolvimento de uma pessoa ele é global. O atraso na comunicação provoca atraso em outras áreas, como na linguagem, na socialização e no desenvolvimento motor.

Se a gente não estimula o desenvolvimento da criança que tem alguma possibilidade de atraso, ou que está já apresentando atraso, essa criança vai acumulando atrasos, até que chega numa determinada determinada idade e não atingiu habilidades das idades anteriores.

Acumulando atrasos.

Então chega no ponto da criança estar no 6º ano e não ser alfabetizada.

Porque não existiu uma estimulação precoce quando era ela bebê. Não existiu estimulação precoce na educação infantil, na creche,

Não existiu uma estimulação de desenvolvimento global no atendimento educacional especializado durante o 1º ano, no 2º ano, 3º ano …

Mas independente da idade do seu aluno hoje, saiba que não é tarde demais.

Nunca é tarde demais para ninguém.

Você pode começar a estimulação desse aluno agora, mas não vai ser uma estimulação precoce, vai ser estimulação tardia.

Essa estimulação é o que seu aluno precisa para a vida. Nesse momento, isso é mais importante do que o currículo da escola.

Concorda? Comente aqui!

Abraços,

Como usar este tema na escola

A aplicacao pratica deve comecar por uma pergunta simples: qual barreira impede participacao, comunicacao, autonomia ou aprendizagem neste caso?

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Para aprofundar o tema, continue por: rti o modelo de resposta contra a antiga ideia de ele aprende no tempo dele, analfabetismo do 6o ao 9o ano como educacao especial e o aee podem ajudar, atendimento educacional especializado a verdade do aee na escola.

Perguntas frequentes

Qual e a resposta curta sobre atraso no desenvolvimento nos anos finais?
Atraso no desenvolvimento nos anos finais precisa ser analisado com dados escolares, historico de oportunidades, barreiras de acesso e resposta a intervencao. A escola deve evitar conclusoes globais e transformar a queixa em objetivos observaveis de aprendizagem, autonomia e participacao.

Fontes consultadas

  1. IES/WWC - Practice guides and intervention reports

    pratica baseada em evidencias ies.ed.gov · acesso em 28 de junho de 2026

  2. CAST - UDL Guidelines 3.0

    referencia tecnica udlguidelines.cast.org · publicado em 30 de julho de 2024 · acesso em 28 de junho de 2026

  3. Inep - Perguntas frequentes sobre Educacao Especial

    fonte oficial gov.br · publicado em 29 de maio de 2025 · acesso em 28 de junho de 2026

  4. Lei Brasileira de Inclusao da Pessoa com Deficiencia

    fonte primaria planalto.gov.br · publicado em 6 de julho de 2015 · acesso em 28 de junho de 2026

Retrato de Leandro Rodrigues sorrindo, de óculos e blazer.

Escrito por

Leandro Rodrigues

Fundador do Instituto Itard e criador do Modelo AEIOU. Há mais de 20 anos adapta atividades e ensina professores a fazer o mesmo — mais de 10 mil profissionais formados, em 6 países. Conheça a história.

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Comentários (4)

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  1. ivone.francisca.cruz
    Sim! Concordo com a intervenção precoce, pois se assim os profissionais fisese acredito que não teria aumentado tanto o número de crianças com atraso de desenvolvimento como estamos recebendo nas escolas.
  2. valdereisnascimento1
    Considero que toda intervenção visando o desenvolvimento cognitivo, motor, socioemocionais com crianças diagnosticadas com algum defict de aprendizagem seja positivo e justo, pois é de direito constitucional garantir a inclusão dessas criancas no contexto social, e para que isso ocorra, faz-se necessário que tenha tido oportunidades de desenvolver habilidades e competências.
  3. Edna Melo
    Eu dou mãe de autista e professora. Acredito na capacidade que a criança tem de aprender .independente. E suas limitações .mas para que isso aconteça ela precisa ser estimulada e as intervenções devem sem pontuais.Adequadas só que ela necessita .
  4. ALESSANDRA
    Concordo sim, quanto mais cedo estimularmos nossas crianças melhor será a autonomia dela.

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